Arquiteturas funerárias, materiais de construção e interação com o espaço na Idade do Bronze da Serra da Freita (Centro-Norte de Portugal). O caso do tumulus de Laceiras do Côvo 3, Vale de Cambra

Edite Sá, Ana M. S. Bettencourt, Pedro Pimenta Simões

Resumo


Pretende-se com este artigo dar a conhecer os resultados dos trabalhos arqueológicos levados a cabo no monu-mento funerário de Laceiras do Côvo 3, estrutura tumular enquadrável, provavelmente, na Idade do Bronze, localizada na freguesia de Arões, concelho de Vale de Cambra. Este monumento revela-se de particular inte-resse pela policromia intencional na matéria usada na sua construção e pela disposição cuidada dos elementos litológicos do tumulus, em que nada parece estar ao acaso. Tais características sugerem a intenção de manter o espaço dos mortos visível, assim como uma interligação simbólica entre rochas e minerais e as práticas relacio-nadas com a morte. Na linha de Tim Ingold (2000) consideramos, ainda, que a matéria do monumento seria portadora de determinadas propriedades, revelando-se como entidade viva e atuante na construção de sentidos e memórias associadas ao mundo dos mortos.

Palavras-chave: Arquiteturas funerárias, matérias construtivas, visibilidade, interligação simbólica entre rochas e minerais e as práticas funerárias


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